Volta às aulas preocupa comunidade

Volta às aulas preocupa comunidade

Volta às aulas
Foto: Getty Images

A possibilidade de volta às aulas presenciais preocupam pais e professores. Nesta quinta-feira, dia 06 de agosto, a Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou a retomada das atividades escolares com medidas de prevenção.

O texto segue agora para sanção do prefeito da cidade Bruno Covas. A expectativa é que o mesmo aprove o projeto, uma vez que a proposta foi feita pela própria gestão municipal. A lei aprovada em plenário não especifica uma data para retorno das aulas presenciais nas escolas.

Nenhum aluno da rede de ensino da cidade será reprovado em 2020 e quem perdeu conteúdo por conta da pandemia terá recuperação em período integral. Também está estabelecido que a volta às aulas presenciais é facultativa e cabe aos pais a decisão sobre retornar ou não.

Especialistas afirmam que este é um atestado de incapacidade do poder público em garantir a integridade dos alunos. A lei também garante assistência à saúde dos estudantes, aos educadores, melhores condições de trabalho, auxílio para compra de uniforme e de material escolar.

Já o programa que permite à Prefeitura contrate de forma emergencial instituições privadas de ensino, inclusive com fins lucrativos, para atender crianças de 4 a 5 anos, chamado Mais Educação Infantil, é um dos pontos mais criticados do projeto. Os contratos devem ser encerrados até o final do ano, após vagas na rede municipal serem disponibilizadas às crianças.

“Aqui em SP eles conseguem ser piores que o Bolsonaro, por que aqui está passando o voucher. E tem vários problemas, porque ataca a gestão democrática das escolas”, diz o vereador Celso Giannazi. Do mesmo partido, Toninho Vespoli também criticou a ação e disse que se trata da privatização do ensino público

Público X Privado

Sabe-se que a pressão por retorno às aulas presenciais partiu principalmente de escolas privadas que não possuem justificativa frente aos pais para manter as mensalidades exorbitantes cobradas mesmo durante a pandemia, com menos atividades oferecidas e com a queda no nível de ensino. 

No âmbito estadual, o secretário de educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, diz que as aulas precisam voltar ainda este ano, mesmo que seja em novembro. 

Para ele, “nada substitui a aula presencial e o professor em sala. Se vai ser em setembro, isso ainda está sendo decidido. Mas que seja outubro, novembro. Precisa voltar”, diz. 

Então, o secretário confirma que todas decisões são tomadas com base no Comitê de Contingência do Coronavírus do governo estadual. Rosieli também diz que a trajetória da Covid-19 na cidade de São Paulo é melhor do que no resto do Estado. 

“Ainda requer cuidados, mas é a saída da pandemia”, sugere. Ele classifica como essencial o treinamento de professores e o detalhamento dos protocolos. Cada escola terá liberdade para trazer limites além do Estado, com a possibilidade de avançar ou ir mais devagar na flexibilização, por exemplo. 

“A gente acredita que essa volta precisa ser bem faseada, ainda que para isso seja mais lenta. E vamos encontrando os melhores caminhos na medida que for possível”, completa ele.

Portanto, para muitos a retomada é apressada. Dados de monitoramento das redes sociais, divulgados no último dia 23 de julho, mostram que a proposta de volta às aulas é criticada por 87% dos usuários do Facebook. Apenas 6% a defendem, e demais são indiferentes. 

Entre principais questionamentos está a correlação entre voltar às aulas, enquanto, grandes eventos são adiados ou cancelados, como o ano novo na Avenida Paulista, o carnaval de 2021, a Parada Gay e a Marcha para Jesus.

 

Da Redação

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