Vacinação em São Paulo tem data para começar

Vacinação em São Paulo tem data para começar

Governo federal corre para não ser ultrapassado

vacina
Foto: Reuters

Vacinação contra Covid-19 tem data para começar em São Paulo. Segunda-feira, dia 07 de dezembro, em entrevista coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o governador João Doria afirmou que a campanha de imunização contra o novo coronavírus no estado vai começar em 25 de janeiro de 2021, data de aniversário de 467 anos da capital. 

A prioridade máxima é dos profissionais da saúde, pessoas com 60 anos ou mais e grupos indígenas e quilombolas. São Paulo também vai disponibilizar 4 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan para outros estados.

“A vacina será gratuita para todos no sistema público de saúde do estado de São Paulo”, afirma o governador. “Não estamos virando as costas para o Plano Nacional de Imunizações, mas precisamos ser mais ágeis e, por isso, estamos nos antecipando. Somos todos a favor da vida e de todas as vacinas”, acrescenta Doria.

Nas últimas duas semanas, o governo federal anunciou três datas diferentes do início da vacinação nacional. Em 1º de dezembro, o Ministério da Saúde disse que a imunização começaria entre março e junho de 2021.

Uma semana depois, e um dia após a divulgação do governo paulista, dia 07 de dezembro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em reunião com governadores, afirmou que o plano nacional iniciaria no final de março. No dia seguinte, 08 de dezembro, em entrevista à CNN Brasil, Pazuello informou que a vacinação contra Covid-19 pode começar ainda em dezembro de 2020.

Uma série de condições são necessárias para que o início da campanha aconteça ainda neste ano, como uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o qual ainda não houve pedido por parte das empresas desenvolvedoras das vacinas. Além da possível disponibilização do imunizante produzido pela Pfizer e BioNTech antes de janeiro, o que é negociado pelo governo federal e pouco provável.

Na reunião com governadores, Pazuello ainda disse que, se houver demanda e preço, o governo vai comprar a vacina produzida em parceria pelo laboratório chinês, Sinovac, e o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista. A Anvisa tem até 60 dias após solicitação de empresas para registrar as vacinas, nenhuma recebeu autorização até o presente momento.

A CoronaVac, do Butantan, ainda está na terceira fase de testes, estágio em que a eficácia precisa ser comprovada antes da liberação pela Anvisa. Todavia, o governo federal já liberou verba para outras vacinas que também estão na fase de testes e não foram registradas pela agência.

Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, o relatório com resultados sobre a eficácia da CoronaVac será concluído até 15 de dezembro. Na terça-feira, dia 08, o secretário paulista de Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que tanto o pedido para o uso emergencial, quanto o registro definitivo da CoronaVac, devem ser enviados à Anvisa nos próximos dias.

Confira o calendário de imunização contra Covid-19 no estado de São Paulo: Primeira dose para profissionais da saúde indígenas e quilombolas em 25 de janeiro, para pessoas com 75 anos ou mais em 08 de fevereiro, 70 a 74 anos em 15 de fevereiro, 65 a 69 anos em 22 de fevereiro, 60 a 64 anos em 1º de março. A segunda dose será disponibilizada 21 dias após a aplicação da primeira.

 

Enquanto isso…

Enquanto isso, o Reino Unido é o primeiro país ocidental a iniciar a vacinação em massa contra o novo coronavírus. Doze meses depois do primeiro surto conhecido de Covid-19 na China, a Terra da Rainha começou na terça-feira, dia 08 de dezembro, o maior programa de imunização da história do país.

A estratégia foi apelidada de “V-Day”, uma comparação carinhosa ao dia da vitória (Victory Day) contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial e, agora, a um Dia da Vacina (Vaccine Day).

A vacina produzida pela Pfizer e BioNTech é distribuída em cerca de 70 hospitais do Reino Unido para pessoas com mais de 80 anos e profissionais da saúde e de asilos.

Vale lembrar que a vacina Sputnik V, elaborada pela Rússia, foi a primeira a ser disponibilizada em massa para população no sábado, dia 05. Entretanto, a mesma não concluiu a terceira fase de testes.

Em 11 de agosto, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a descoberta da vacina em tom nacionalista. Putin disse que seu país havia sido o primeiro do mundo a desenvolver um imunizante capaz de neutralizar a Covid-19, mesmo que, naquela época, a substância não tivesse passado por todas as fases de testes, por este motivo a Sputnik V sofre com a relutância em tomá-la.

Até o momento, a única vacina que concluiu todas fases de testes é a da Pfizer e BioNTech, utilizada pelos ingleses na campanha de vacinação. Segundo resultados dos estudos, o imunizante apresentou 95% de eficácia para todas faixas etárias. Contudo, ainda não se sabe qual a duração da imunidade ou se ela impede que pessoas transmitam o vírus para outras.

 

Daniel Yazbek

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