Opinião: Conta rápida de uma tragédia anunciada

#FicaEmCasa

Foto: Bilbaosuzano

O mundo tem aproximadamente sete bilhões de pessoas. Segundo as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15% vão recorrer ao sistema de saúde, isto seria 1.050 bilhão. Quase um sétimo da população mundial. Uma vez que, do total, 1% morrerá, algo próximo aos 70 milhões.

No Brasil, 15% são 33 milhões e 1% são 2,2 mi. Segundo o Ministério da Saúde, temos algo em torno de 55 mil leitos de alta complexidade no País, sendo 13,6 para cada 100 mil habitantes dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS) e 62,6 a cada 100 mil com plano de saúde, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

Caso todas pessoas se infectam ao mesmo tempo e os 33 milhões recorrerem ao sistema de saúde, é mais do que provável que este entre em colapso e os pacientes morram. Por este motivo o achatamento da curva de crescimento de casos de Covid-19 por meio do isolamento social é a única arma possível para este combate.

A pergunta que se faz é: Estamos preparados? Qual legado deixaremos?

De fato, a eficácia do sistema depende da carga que este recebe. Ao contrário do que diz o novo ministro da saúde, Nelson Teich, é mais do que evidente que os respiradores comprados servirão no futuro para melhor atender a população e, quem sabe, sanar uma dívida histórica que Brasil tem com os mais pobres, pelo menos em relação à saúde pública.

Então pra não termos que decidir entre quem vive e quem morre, o ideal é ficar mais duas ou três semanas em casa, para que a curva continue com crescimento baixo e assim o novo ministro não terá de fazer a escolha infame entre quem vive e quem morre, jovens e idosos, que o mesmo já antecipou sua opção.

Façam as contas e tirem suas próprias conclusões.

Daniel Yazbek

 

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