Todos venceram, menos o PSL

Todos venceram, menos o PSL

Todos venceram
Foto: Reuters

Todos venceram, menos o PSL. Como diria o jornalista Nelson Rodrigues deu o “óbvio ululante”. As eleições municipais, que tiveram o 1º turno realizado no domingo passado, não tiveram qualquer sobressalto, com aconteceu em 2016.

Mas de fato o grande vencedor foi o DEM (o Democratas). O DEM, que anos atrás se chamava PFL, e formava a espinha dorsal do chamado “Centrão”, hoje se considera “independente” em relação ao governo Bolsonaro.

Se essa postura do partido teve influência no seu bom desempenho no domingo passado? Difícil responder já que, como até o nosso best friend mané dos pubs, as eleições locais seguem uma lógica própria.

De qualquer maneira a sigla de Rodrigo Maia, presidente do Câmara dos Deputados, e de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, abocanharam, já no 1º turno, as prefeituras de Salvador (Bahia), Curitiba (Paraná) e Florianópolis (Santa Catarina).

E conquistará também a do Rio de Janeiro no segundo turno. Afinal somente um desastre apocalíptico pode fazer o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), com uma rejeição recorde, ganhar do demista Eduardo Paes, ex-prefeito da Cidade Maravilhosa.

O PSDB, por sua vez, conquistou, ou continuou, com algumas pequenas capitais, como Palmas (Tocantins) e Natal (Rio de Grande Norte). E disputará o 2º turno aqui em São Paulo, com o atual prefeito Bruno Covas, e também em João Pessoa (Paraíba) e Porto Velho (Rondônia).

Já no campo das esquerdas a grande surpresa foi a passagem de Guilherme Boulos (PSOL) para o segundo turno para enfrentar o neto de Mário Covas. O PSOL também está no 2º turno em Belém, do Pará.

O PT está no 2º turno em Recife (Pernambuco) e em Vitória (Espírito Santo). O PSB é que vai enfrentar o PT na capital pernambucana. Os socialistas também estão no 2º turno em Maceió (Alagoas) e Rio Branco (Acre).

Já o PDT, do presidenciável Ciro Gomes, disputa a “final” em Fortaleza (Ceará) e Aracajú (Sergipe). Finalizando o balanço das esquerdas, o PCdoB tentará conquistar Porto Alegre (Rio Grande do Sul), com Manuela D’Ávila, que foi vice de Haddad em 2018 nas eleições presidenciais.

O MDB, que foi um dia o maior partido do Ocidente, não conquistou nenhum capital no 1º turno. Mas disputará o 2º turno em Porto Alegre (RS), Goiânia (Goiás), Maceió (Alagoas), Teresina (Piauí) e Boa Vista (Roraima).

O PSD continua com Belo Horizonte (o atual prefeito Alexandre Kalil teve uma vitória acachapante já no 1º turno). Essa legenda do Centrão também venceu em Campo Grande (Mato Grosso do Sul).

Talvez o grande fracassado dessas eleições foi o PSL, o ex-partido o presidente-mito. Apesar de ter, ao lado do PT, o maior fundo eleitoral dentre os partidos, a legenda sensação de dois anos atrás não conquistou nenhuma capital no 1º turno e sequer estará presente no 2º turno.

 

Rogério Itokazu
(Esse artigo também publicado no site www.deolhoembrasilia.com)

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