Ser pai é a melhor coisa do mundo

Ser pai

Ser pai é a melhor coisa do mundo

Terça-feira, dia 1º de dezembro de 2020 às 22h49, foi quando descobri que ser pai é a melhor coisa do mundo. Nesta coluna vou contar um pouco de como aconteceu o nascimento do meu filho, Joaquim.

Na mesma terça, tivemos uma consulta com a médica obstetra às 14h, onde pensávamos em qual data poderíamos marcar o parto, já que o Joaquim estava pélvico, “sentado”, então teria que ser cesárea.

Na consulta, a Dra. Lais Yazbek, minha prima, perguntou se poderíamos ir ao Pronto Socorro da maternidade e fazer uma bateria de exames naquele mesmo dia, já que o Joaquim não estava se mexendo como de costume naquele dia. 

Chegando no PS, minha esposa, Giovanna, fez um exame de cardiotoco, que mede os batimentos do bebê e contrações do útero por 20 minutos. Ele estava se mexendo relativamente bem durante esse período e ela estava com as chamadas contrações de treinamento, normais, sem dor. 

De volta para casa, Giovanna trabalhou até às 20h, quando a bolsa estourou e ela começou a sentir contrações doloridas, mas nada ainda muito forte. Nesse momento nós nem tínhamos certeza de que era realmente a bolsa e se aquilo eram contrações de trabalho de parto. 

Ligamos para Dra. Lais, que mandou a gente direto para o hospital. Chegando lá, com as contrações cada vez mais ritmadas, em menos tempo e mais doloridas, Giovanna foi de cadeira de rodas para sala de mediação e eu dei entrada no atendimento. Quando a reencontrei nesta sala, estava super ansioso e enérgico, uma enfermeira disse para me acalmar, pois “só na novela da Globo que a bolsa estoura e o bebê já nasce”. Pensei comigo mesmo, “mal sabe ela que esse pivete é filho da Giovanna e do Daniel”.

A médica de plantão no PS logo nos chamou para sua sala e disse que Giovanna estava com 4cm de dilatação, o que é impressionante. Segundo ela, muitas mulheres nessa situação se queixam de muita dor. E mais, como Joaquim estava pélvico e seria cesárea, ele precisava nascer logo, em cerca de 40 minutos.

Giovanna estava aflita, só conseguia pensar no tempo que demoraria pra minha sogra e cunhada atravessarem a cidade para chegar ao hospital. Lá fui eu ligar para todo mundo. Nesse meio tempo a Dra. Lais já estava a caminho, bem como nossa pediatra também, a Dra. Tatiana Cicerelli, prima da Giovanna. 

O tempo passava e as dores das contrações ficavam cada vez mais fortes. Uma dor surreal, segundo a Giovanna. Eu pude constatar, pois acompanhei o cardiotoco da sala no pré parto. O que normalmente ficava nos níveis entre 0 e 10, chegou a bater 90, não me pergunte qual unidade de medida, e ela só pensava na anestesia.

Então fomos para sala de parto e o momento de finalmente conhecer o Joaquim estava mais perto do que nunca. Finalmente deram a anestesia e ela não conseguia mais sentir parte do corpo. 

Fiz questão de tranquilizá-la dizendo que todos já estavam esperando no espaço família, onde tem uma janela para assistir o parto. Eu filmei o procedimento, uma coisa impressionante. Joaquim nasceu com 2.440kg, às 22h49 e demorou cerca de 3 minutos para chorar, o que é normal, mas quase nos matou do coração. 

Ser pai

Isso acontece porque alguns bebês são mais sonolentos e calmos que outros. A Dra. Tatiana estimulou o Joaquim a chorar para limpar as vias respiratórias que ainda estavam com líquido amniótico.

Naquele momento, Giovanna me perguntava se estava tudo bem. Eu sei lá se estava, só sei que quando ouvimos o choro do Joca, caímos no choro junto. Nunca pensei ser possível amar tanto. A vida é um sopro.

Ao ver nosso filho pela primeira vez, tive a certeza de que ser pai é a melhor coisa que já me aconteceu. Ser pai é não se pertencer. Ser pai é uma oportunidade de fazer tudo certo. Ser pai é descobrir um mundo inteiro novo, tudo de novo. Ser pai é querer ser melhor a cada dia que passa. Ser pai é sonhar junto, é vibrar a cada conquista. Ser pai é dar seu coração e não querer mais de volta. Ser pai é tudo isso e muito mais. Ser pai é indescritível. Ser pai é a melhor coisa do mundo.

Agradecimentos especiais

Agradeço, primeiramente, à minha esposa e companheira de vida, Giovanna, por compartilhar esse momento lindo de nossas vidas. Por ter gerado nosso bebê durante 37 semanas e três dias. Por ser uma mulher guerreira, forte, dedicada, carinhosa, amável e, sobretudo, corajosa.

Obrigado também aos nossos amigos e familiares que sempre nos apoiaram sem preconceitos e construíram junto conosco essa nova família formada com a chegada do pequeno Joaquim.

Agradeço à prima da Giovanna, Dra. Tatiana Cicerelli, pediatra neonatal que nos acalma, cuida do Joaquim e colabora com sua criação em diversos sentidos. Uma profissional muito carinhosa, competente, atenciosa e humana, que nos abraça com sua paixão pelo que faz e está sempre disponível.

Obrigado à minha prima, Dra. Lais Yazbek, obstetra que fez meu parto e hoje posso dizer que também fez o nascimento do meu filho. Brincadeiras à parte, quase uma avó do Joca. A Dra. Lais está conosco desde a primeira gestação quando perdemos o bebê. Ela é uma pessoa alegre, focada e nos ensina pela prática da medicina que o mundo ainda tem solução baseada na ciência.

Por fim, obrigado, Joaquim, meu filho, por ter nos escolhido para viver essa vida com você.

 

Daniel Yazbek

Deixe seu comentário :D

%d blogueiros gostam disto: