Única final de Copa do Brasil do São Paulo completa 20 anos e time ainda busca de título inédito

Às vésperas de voltar aos gramados para continuidade do Paulistão, Tricolor ainda sonha com a única taça que falta

Foto: Globo Esporte

Há exatas duas décadas, no dia 9 de julho de 2000, o São Paulo Futebol Clube de Rogério Ceni, Raí, França e companhia entrava em campo no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte-MG, contra o Esporte Clube Cruzeiro.

Trata-se do único troféu que o time do Morumbi não conquistou até hoje. Na ocasião, o Tricolor poderia empatar com gols para ser campeão de forma inédita, já que a primeira partida, disputada no Estádio do Morumbi, terminou em 0 a 0. Quem vencesse o jogo seria o campeão.

Assim como na ida, em São Paulo, o jogo contou com grandes defesas dos goleiros André e Rogério. Parecia que a decisão iria para os pênaltis, pois o gol insistia em não sair para nenhum dos dois lados, mesmo após mais de 150 minutos de bola rolando.

Até que aos 21 minutos do segundo tempo, o meia Marcelinho Paraíba cobrou uma falta por cima da barreira cruzeirense, quase sem ângulo e encobriu o goleiro André: 1 a 0 São Paulo.

O gol deixou o time paulista muito próximo do seu primeiro título na Copa do Brasil, pois qualquer empate a partir de então lhe era favorável, devido ao critério de desempate pela maior quantidade de gols fora de casa. Para os mineiros, era necessário virar a partida.

Sendo assim, o técnico do Cruzeiro, Marco Aurélio, mexeu no time e partiu ao ataque. Colocou em campo o centroavante Fábio Júnior e ainda contava com o experiente meia Muller (ex-São Paulo, Palmeiras e Santos). Deu certo. Aos 35 minutos da etapa final, em jogada rápida pela direita, Fábio Júnior recebeu de Muller na pequena área, chutou cruzado e acertou o canto direito de Rogério Ceni, empatando a final em 1 a 1.

Apesar disso, o São Paulo não se abateu, saiu em busca de desempatar novamente a partida e ainda administrava aquele resultado favorável. O Cruzeiro, por sua vez, foi prontamente atrás do gol da virada, que lhe garantiria o título. O jogo ganhou muita emoção.

Aos 42 minutos, numa bobeira do meio-campo do São Paulo, o volante Axel recuou a bola para o zagueiro Rogério Pinheiro, que não esperava o passe. O atacante cruzeirense Geovanne foi mais rápido e roubou a bola do são-paulino, que não teve outra alternativa a não ser puxá-lo. Pinheiro derrubou Geovanne na entrada da área tricolor e o juiz gaúcho Carlos Eugênio Simon prontamente o expulsou, por ser o último homem antes do goleiro.

Então, aos 45 minutos do segundo tempo, o próprio atacante Geovanne cobrou a falta de forma rasteira, por baixo da barreira do São Paulo, seguindo o conselho de Muller e surpreendendo Ceni, que ficou desolado. Era a virada do Cruzeiro e festa alviceleste no Mineirão: 2 a 1 para os donos da casa.

Logo após sofrer a virada, o Tricolor Paulista foi com tudo ao ataque, apostando suas últimas fichas e por pouco não empatou novamente a partida. Após cruzamento de Carlos Miguel pela esquerda da área do Cruzeiro, Marcelinho Paraíba cabeceou para o gol e a bola parou em defesa milagrosa de André. O zagueiro Cléber completou o trabalho chutando o perigo para longe, quase em cima da linha da meta cruzeirense.

Fim de jogo, não houve tempo para mais nada. O Cruzeiro sagrou-se Tricampeão da Copa do Brasil na época e o São Paulo teve que se contentar com o vice, em sua única final disputada em toda a história da competição.

Passados 20 anos, o Tricolor ainda não tem data para estrear na Copa do Brasil 2020, mas segue em busca do único troféu que falta em sua recheada sala. No próximo dia 22 de julho, porém, o São Paulo volta a campo pela penúltima rodada da primeira fase do Paulistão, contra o RB Bragantino, no Morumbi.

 

Douglas Gomes

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