Profissionais de salão de beleza sofrem com crise da pandemia

A medida de isolamento social faz com que muitas pessoas saíssem das ruas. Lojas, igrejas e comércios tiveram que fechar, como forma de combater o Covid-19. No entanto, para alguns profissionais, não é uma tarefa fácil fechar seus locais de trabalho. Muitos que trabalham por conta própria se sentem prejudicados pelas medidas tomadas, porque houve uma queda no número de clientes.

Uma pesquisa revelou que a maioria das pessoas da cidade de São Paulo frequentava o salão de beleza pelo menos uma vez ao mês, porém, com o isolamento social, muitas deixaram de frequentar o local, seja por medo de contrair o coronavírus ou porque os salões estão fechados.

Para Thaís Muniz de Almeida, cabeleireira, de 20 anos, o movimento em seu salão enfraqueceu. “Na verdade, eu tive que parar de trabalhar, apenas algumas vezes atendi alguns clientes”, afirma. A jovem ainda diz que recebeu o auxílio emergencial, porém é pouco para que ela consiga manter o próprio salão e se sustentar.

De acordo com Victor Braga Dias, barbeiro, de 25 anos, o que tem dificultado bastante o trabalho dele é que as pessoas estão desempregadas e sem dinheiro para ir à barbearia. Devido à quarentena, muitas pessoas perderam o emprego, por isso tiveram que aprender a economizar.

Apesar de muitos estarem passando por dificuldades financeiras, também há aqueles profissionais que conseguem se desdobrar para conseguir se manter. É o caso do barbeiro Marthin da Silva Marques, que está conseguindo driblar a crise. “Porque nós trabalhamos com maquinário, então podemos ir para qualquer lugar”, diz. Ou seja, ele consegue se deslocar até a casa do cliente e, assim, manter sua renda.

Janaína de Melo Araújo

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