Obrigado, Pai

Obrigado, Pai

Obrigado
Foto: José Murilo Junior

Dia dos Pais é momento de agradecer. Felizmente, tenho motivos de sobra para dizer “obrigado” nessa data. Meu pai é um cara carinhoso, amoroso, presente, sempre que pôde, e, acima de tudo, um professor que a vida me deu.

Agora, com a iminente chegada de seu neto, como diz o clichê, ele será pai duas vezes. O papai aqui está encarregado de criar e o vovô, de mimar – assim como a mamãe e a vovó, consecutivamente. Parece um plano bacana. 

Contudo, para além de laços sanguíneos, pai é aquele que cria, quem exerce um papel. No Brasil, um vergonhoso número de 5,5 milhões de crianças não possuem o nome do pai na certidão de nascimento, segundo o Censo Escolar de 2011. Tal fato elucida a covardia de uma sociedade machista. Muitas mulheres assumem a figura de pai quando homens fogem de suas obrigações.

Como sou filho único de mãe solteira, nesse Dia dos Pais, eu agradeço também à minha mãe, que muitas vezes foi um pai para mim. Não por tratar comigo de assuntos que teoricamente seriam de responsabilidade masculina na criação de um filho – acredito que essa ideia é uma bobagem, não existe assunto de homem ou de mulher. Mas, sim, por ela sempre estar disposta a suprir a demanda de atenção que um filho exige.

Todos têm defeitos e qualidades, cada um oferece aquilo que está ao seu alcance, não é possível exigir de alguém algo que não pode ser propiciado por ele. A mim, só cabe agradecer: pela condição privilegiada que tenho, pelo meu pai, pelo presente que é um filho, por minha companheira e, claro, pela minha mãe. 

Assim, nesse Dia dos Pais, em plena pandemia, espero que todos tenham motivos para agradecer. Família é tudo e ninguém está sozinho neste mundo. Valorize os seus entes queridos e faça o possível para mantê-los felizes, enquanto estão aqui. Portanto, desejo que a humanidade seja capaz de enaltecer a presença das pessoas amadas e não somente quando a saudade bater.

 

Daniel Yazbek

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