Novidade velha

Foto: Palácio do Planalto

Quem diria. O sempre discreto e reservado Sérgio Moro chutou o pau da barraca.

Em contraste com o estilo cativante e envolvente do dr. Mandetta, o supra-sumo da Lava-Jato anunciou o seu desembarque com aquela típica timidez daqueles que ficam constrangidos quando se tornam o centro das atenções do mundo inteiro. Mas isso não impediu que o seu outputlow-profile” gerasse um tsunami dentro do outro tsunami ainda maior.

O ex-juiz e agora ex-ministro Moro falou alguma novidade? Logicamente que não. O que ele falou não surpreende nenhum cidadão minimamente bem instruído e com um razoável bom senso no discernimento das coisas. O governo que está ainda é fruto nada mais nada menos que uma gambiarra política montada pelas elites deste país ante a uma ausência de opções de lideranças que grassa por essas praias há muito tempo.

Chega a ser risível ver a quantidade destes mesmos cidadãos bem instruídos exclamarem indignação e horror diante do quadro atual. Articuladores da imprensa amiga ficam se perguntando como chegamos a essa situação.

Aquele livrinho daquele cara chamado Karl Marx, O 18 Brumário de Luís Bonaparte, bem que poderia virar uma mini-série da Netflix. Seria altamente instrutivo.

Pandemônio

Até o pobre mané (proscrito dos pubs da vida) percebeu que na prática tudo acabou e que só falta agora marcar a data do funeral. Os mais sensatos dizem que diante da pandemia global é mais prudente esperar que bendita curva chegue ao pico e daí se estabilize num platô estável. A partir de então pode-se pensar na troca da guarda com mais tranquilidade.

Mas não seria ao contrário? Enquanto a desgovernança continuar no Planalto Central o combate ao bichinho do mal estará sempre prejudicado. Vide o número de contaminados e mortos que não param de crescer em todo o país. É preciso acabar com o pandemônio político para enfrentar melhor a pandemia.

Transporte público

Enquanto o lustroso governador Doria e o alcaide Covas apelam para os paulistas ficarem em casa, os ônibus, trens e metrôs continuam trafegando com a capacidade de passageiros além do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

 

Rogério Itokazu
(Este artigo também está publicado
no site www.deolhoembrasilia.com)

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