Previdência Social instaura mudanças no empréstimo consignado

Além do aumento do prazo e da redução da taxa de juros que já está em vigor, a Previdência Social estuda mudança na margem consignável para aposentados e pensionistas. A medida de linha de crédito destinada a aposentados e pensionistas do INSS vem sofrendo mudanças. O projeto apresentado pelo Ministério da Economia foi priorizado como par te do pacote de benefícios à população em encargo ao novo Coronavírus.

Os beneficiários, que antes eram acostumados a fazer contribuição de empréstimo consignado em até 72 meses, terão que se acostumar com as novas medidas. A modalidade dessa linha de crédito agora poderá ser parcelada em até 84 meses, ou seja, 7 anos. O novo prazo entrou em vigor no dia 17 de março de 2020. Dessa forma, qualquer crédito confirmado já precisa conter o novo prazo. Vale ressaltar que, embora esse seja o número máximo para pagamento das prestações, fica a critério do solicitante definir o prazo mínimo e máximo.

Depois de mais de 2 anos o Governo anunciou também nesta mesma data (17), uma redução de taxas de juros para o consignado. Sendo assim, o teto da taxa de juros nominal mensal não pode ser superior a 1,80% ao mês. “A projeção é que essas medidas injetem R$ 25 bilhões na economia. A população brasileira, especialmente a parcela mais vulnerável, precisará acessar crédito mais facilmente e com melhor taxa de juros”, afirma o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

Assim como a mudança do prazo, o governo estuda o aumento da margem consignável de 35% para 40%. Por tanto, se aprovada, os beneficiários do INSS não poderão comprometer de sua renda mensal mais de 40%. Esse projeto de lei para elevar a margem do consignado já está em fase de votação na Câmara dos Deputados.

Para Thiago Fernandes, 34 anos, microempreendedor, a mudança foi crucial para a sua financeira. “Com essas novas mudanças de taxas e prazos, algo que era para ser bom, acabou se tornando um pesadelo. Muitos clientes em que oferecemos, por exemplo, o refinanciamento dos seus empréstimos, acabam não aceitando por ter que voltar ao seu prazo inicial, que ao invés de retornar para o prazo que foi feito, retorna para 84 meses. Sem falar que muitos estão com medo de comprometer a renda com essas mudanças que estão ocorrendo no INSS”.

Já para José Rosa, 62 anos, aposentado, todas essas modificações que estão ocorrendo, não só irá ajudar a economia do País, mas também será de grande valia para ele. “O Prazo, os juros reduziram bastante. Isso contribui muito para a gente que recebe um salário mínimo de aposentadoria, em que muitas vezes precisamos de contratar empréstimo com um longo prazo para pagamento, com os juros pequeno e, principalmente, com parcelas que cabe no nosso bolso”. Essas novas medidas adotadas fazem parte do pacote de providências que estão em análise para amenizar os efeitos da pandemia de Covid-19. Sendo assim, novas mudanças poderão ser adotadas.

 

Rodrigo Alves Araújo

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