Movimento negras vozes

Movimento negras vozes inova com mandato coletivo nas eleições 2020

Movimento Negras Vozes
Foto: Elineudo Meira

Movimento negras vozes inova com mandato coletivo nas eleições 2020. Movimento Negras Vozes, candidaturas coletivas lançada pelo Diretório Municipal do PT de São Paulo nas eleições municipais de 2020, será a única representada exclusivamente por mulheres negras da periferia com histórico de luta em defesa dos espaços e necessidades das mulheres negras.

Na cabeça da chapa está Marilândia Frazão que compõe o mandato coletivo com Déia Zulu e Regina Conceição, sendo que estas duas últimas atuarão como co-vereadoras.

As três representantes têm histórico de ativismo no movimento feminista negro e em defesa dos direitos humanos. Esse encontro auspicioso une a representatividade da raça negra ao movimento feminista e aos ideais humanitários do bem viver em sociedade.

Incansáveis na luta por direitos, o ativismo corre em suas veias por saberem que o envolvimento do Estado deve ocorrer nas três esferas de poder, tendo em vista princípios fundamentais como equidade e a justiça social.

Na avaliação da secretária municipal de Mulheres do PT, Bete Silvério, a bancada Negras Vozes representará a identidade da maioria da população periférica, que ainda é sub-representada na cidade de São Paulo.

PRÉ-CANDIDATAS

Marilândia Frazão

Natural de Larvas do Sul (RS), radicada em São Paulo desde 1973, é moradora de Itaquera, zona leste. Pedagoga, psicopedagoga, sindicalista, especialista em educação étnica racial e história da África, a professora Marilandia Frazão tem um histórico de mais de três décadas de luta dedicada às causas da classe trabalhadora e da população negra, em São Paulo.

Começou sua militância em Porto Alegre (RS), primeira cidade a inserir o 20 de novembro como data alusiva ao dia da Consciência Negra – movimento do qual participou ativamente. Atuou nas gestões petistas de Marta Suplicy e de Fernando Haddad em São Paulo e de Emídio Silva, em Osasco, na inserção da temática negra.

Foi assessora técnica do Gabinete da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR), criada durante a gestão do prefeito Fernando Haddad (2013-2017) e extinta, posteriormente, com a eleição do prefeito João Dória.

Norteada pelo princípio da transversalidade, a SMPIR foi a primeira secretaria criada com o objetivo de fortalecer o protagonismo social de segmentos específicos, garantindo o acesso da população negra e da sociedade em geral a ideias que contribuíssem para alterar a mentalidade coletiva, no que diz respeito ao padrão das relações raciais estabelecidas no Brasil e no mundo.

A partir de sua experiência como gestora, a professora Marilândia propõe a implementação uma educação inclusiva, diversa e plural, tendo como carro-chefe o efetivo cumprimento da Lei 10.630 de 2003, que inclui no currículo oficial dos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio públicos e privados o estudo da História e cultura afro-brasileira e indígena.

Outra meta é a de fortalecer os mecanismos democráticos de controle social e participação popular na gestão do orçamento público, redimensionando prioridades para atender as políticas públicas afirmativas e, também, garantir uma renda básica para todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Propõe ainda a reativação das secretarias de políticas de combate ao racismo e de políticas para as mulheres, no âmbito municipal.

Déia Zulu

Andreia Teixeira Batista, a “Deia Zulu”, é paulistana, lésbica, cria da Brasilândia, zona norte de São Paulo. Formada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero, tem pós-graduação em Marketing e Relações de Consumo e em Direito Previdenciário, onde dedica, atualmente, maior parte da sua atuação profissional.

Adepta da interseccionalidade feminista, escritora, defensora dos direitos humanos, militante do movimento negro, LGBTIQA+. Atua desde a juventude na base da defesa de uma sociedade igualitária democrática, o que significa, estar na rua e na militância “pé no barro”.

Regina Conceição Silva

Nascida e criada em São Miguel Paulista, periferia da Zona Leste, feminista, lésbica e ativista pela visibilidade LGBT e a igualdade racial, Regina Conceição Silva foi funcionária pública da Prefeitura da São Paulo, onde iniciou uma militância por direitos dos funcionários públicos, junto com o Sindicato da Categoria.

É filiada ao Partido dos Trabalhadores desde, 2003 Durante o Governo Lula concluiu a graduação em Direito, com bolsa integral do ProUni. Atualmente, cursa Gestão Tributária pela USPPiracicaba. É membro da CONEBRAS (Confederação dos Negros do Brasil).

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