Marilândia Frazão visita o jornal

Marilândia Frazão visita o jornal

Mulher, negra e professora aposta em candidatura coletiva para vereança

Marilândia Frazão

Marilândia Frazão visita o jornal. A cabeça de chapa da candidatura coletiva à vereança Negras Vozes conta sua jornada e debate propostas para cidade em visita no Notícias da Aclimação e Cambuci.

Marilândia é nascida em Larvas do Sul (RS), radicada em São Paulo desde 1973 e moradora de Itaquera, Zona Leste. Começou sua militância em Porto Alegre (RS), primeira cidade a inserir o 20 de novembro como data alusiva ao dia da Consciência Negra – movimento do qual participou ativamente.

Pedagoga, psicopedagoga, sindicalista, especialista em educação étnica racial e história da África, a professora tem um histórico de mais de três décadas de luta dedicada às causas da classe trabalhadora e da população negra, em São Paulo. Atuou nas gestões petistas de Marta Suplicy e de Fernando Haddad em São Paulo e de Emídio Silva, em Osasco, na inserção da temática negra.

Foi assessora técnica do Gabinete da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR), criada durante a gestão do prefeito Fernando Haddad (2013-2017) e extinta, posteriormente, com a eleição do prefeito João Dória.

Norteada pelo princípio da transversalidade, a SMPIR foi a primeira secretaria criada com o objetivo de fortalecer o protagonismo social de segmentos específicos, garantindo o acesso da população negra e da sociedade em geral a ideias que contribuíssem para alterar a mentalidade coletiva, no que diz respeito ao padrão das relações raciais estabelecidas no Brasil e no mundo.

A partir de sua experiência como gestora, a professora Marilândia propõe a implementação uma educação inclusiva, diversa e plural, tendo como carro-chefe o efetivo cumprimento da Lei 10.630 de 2003, que inclui no currículo oficial dos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio públicos e privados o estudo da História e cultura afro-brasileira e indígena.

Marilândia atenta para o fato da população negra ser a que mais sofre nos momentos de crise. “Após a pandemia do coronavírus, negros vão sofrer com desemprego, além da violência”, diz.

Outra meta é a de fortalecer os mecanismos democráticos de controle social e participação popular na gestão do orçamento público, redimensionando prioridades para atender as políticas públicas afirmativas e, também, garantir uma renda básica para todos os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Propõe ainda a reativação das secretarias de políticas de combate ao racismo e de políticas para as mulheres, no âmbito municipal.

A professora promete defender principalmente as mulheres e negros, ela também ressalta que sua candidatura coletiva, composta por Déia Zulu e Regina Silva, oferece algo novo. “[Nossa candidatura] traz o que outras não trazem: Bandeiras de luta”, afirma.

 

Da Redação

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