Idosos são adeptos às tecnologias durante o isolamento social

Com o crescimento da Covid-19 no país, algumas medidas de prevenção tiveram que ser tomadas para a diminuição de contágio da doença. Umas delas, é a quarentena, utilizada para definir o distanciamento entre as pessoas para não acarretar um perigo maior de infecção.

Dessa forma, temos também os chamados “grupos de risco”, que correspondem a uma comunidade mais propensa a adquirir o vírus. Entre eles, estão as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, portadores de doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), asmáticos, pacientes diagnosticados há menos de cinco anos com câncer etc. Essas pessoas devem mais do que nunca se manterem isoladas e cumprirem este distanciamento à risca.

Para preencher este vazio causado pela quarentena, muitos estão recorrendo a internet e aos Apps de mensagens de texto, chamadas de áudio e vídeo, principalmente os idosos, para assim poderem matar a saudade dos filhos, netos e outros familiares. A tecnologia tem sido uma grande chave para o combate à solidão.

É através de chamadas de vídeo pelo celular que o aposentado Cícero Henrique, 65 anos, tem matado a saudade de três, dos seus quatro filhos, que moram na capital paulista e também de seus netos. “Eu moro em Suzano, região metropolitana de São Paulo e três dos meus filhos moram na capital. Faz muito tempo que não os vejo, pois já tenho idade avançada e sou hipertenso e diabético. Estou cumprindo fielmente o isolamento. Não saio de casa há três meses. Para matar a saudade, o meu filho que mora no mesmo quintal que eu me ensinou a mexer direito no celular e a usar o WhatsApp. É através dele que eu faço chamada de vídeo com os meus filhos e netos toda semana e mato a saudade”.

Cícero também conta que antes da quarentena, gostava de ficar no bar com os amigos jogando bilhar e agora só pode conversar com eles por meio de mensagens de áudios.

“Sinto muita saudade de ficar no bar altas horas jogando meu bilhar com o pessoal. Como não posso fazer isso por enquanto, eu e eles ficamos mandando áudios o dia inteiro, soltando piadas, descontraindo” afirma.

Já a aposentada Maria Lívia, 70 anos, conta que como não pode ir à igreja neste momento de distanciamento social, teve que ser adepta a tecnologia, coisa que não gostava anteriormente, para participar dos cultos online.

“Eu nunca gostei muito de tecnologia. Usava meu celularzinho para no máximo fazer ligações. Mas agora que não posso sair de casa para nada, nem para ir aos cultos na minha igreja, pedi para o meu filho mais velho que mora comigo me ensinar a mexer no Facebook, porque lá o pastor transmite os cultos e eu posso participar e matar a saudade” diz.

Contudo, essa interação e o fato de se adaptarem as novas tecnologias, serve para que os idosos não se sintam tão sozinhos e possam assim, matar a saudade da rotina que tinham antes do isolamento.

 

Marina Gonçalves dos Santos

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