Enel erra na Lacerda

Enel erra na Lacerda

causa enorme prejuízo em Condomínio

Enel
Foto: TJMT

Enel erra, no último dia 1º de agosto, em um serviço que deveria ser rotineiro, mas causou transtorno e enorme prejuízo aos condôminos do Edifício Lacerda Franco.

Primeiramente, segundo relato de moradores, após a troca dos fios pelos funcionários da empresa, uma grande variação na tensão da energia, causou a queima de dezenas de aparelhos de quase todos os apartamentos. Então, constatou-se que os fios foram religados incorretamente.

Portanto, a tentativa do Síndico, Edmilson André Dias, conhecido como Didi, em tentar resolver o problema diretamente com a Enel, não surtiu efeito.

Assim, dois elevadores pararam de funcionar e a estimativa do custo do conserto passa de R$ 50 mil. “A maioria dos moradores são idosos e não podemos ficar sem elevador. Temos dois em funcionamento”, explicou.

Fora os danos do prédio, tem o prejuízo dos moradores individualmente, por exemplo. Assim, o total da conta pode passar de R$ 100.000,00. Então, a espera de uma solução da Empresa, os moradores estão enviando a carta abaixo, denunciando o descaso da Enel. Vamos acompanhar o caso. Em seguida, abaixo a íntegra do documento:

“Assunto: Queima de equipamentos ocasionada pela troca que cabeamento da rede de energia elétrica. Instalações nº 0050770853 e nº 0050771141 do Condomínio Edifício Lacerda Franco

Prezados,

Na data de 01 de agosto, no período compreendido entre 9h e 16h aproximadamente, técnicos enviados pela Enel estiveram na Av. Lacerda Franco, no bairro do Cambuci, efetuando a troca de cabos de energia elétrica. Logo após a finalização do trabalho e religamento da energia, houve uma variação de tensão elétrica percebida pela sequência de reclamações dos condôminos referente equipamentos eletrônicos que pararam de funcionar (queimaram), instabilidade e forte brilho ao acender as luzes nos apartamentos e parada de funcionamento dos 4 elevadores do condomínio, queima das bombas de caixa d’água, mau funcionamento de interfones e forte cheiro de queimado em algumas áreas comuns do condomínio que, posteriormente, confirmamos ter ocorrido devido ao derretimento de parte da fiação elétrica.

Atualmente, a maior parte dos moradores dos 44 apartamentos, são pessoas idosas e que em alguns casos moram sozinhas. Além dos prejuízos materiais causados a esses e outros moradores, também tivemos problemas com pessoas que passaram mal, e tiveram que ser socorridas pelos vizinhos e retiradas dos aptos contando com a ajuda e solidariedade de outros moradores já que ficamos sem nenhum dos elevadores.

Vale salientar que, preocupados com a segurança dos moradores, assim que os problemas foram percebidos, imediatamente foi providenciado o desligamento da energia elétrica do condomínio e o contato imediato com a Enel. Foram efetuados vários chamados através do WhatsApp, telefone da empresa, chat, entre outros, onde fomos informados que a empresa atenderia o chamado pra correção do erro até as 22:30h do mesmo dia, o que infelizmente não aconteceu.

A empresa retornou ao local somente no dia seguinte, por volta de 5:30h. Os chamados estão registrados por diversos protocolos, conforme segue: 2020395283; 2020404173; 2020652008; 2021314410; 2021319013.

Tendo em vista a extrema demora e falta de retorno por parte da Enel, contactamos dois eletricistas que verificaram de imediato que o problema foi ocasionado pela troca/inversão de fase nos cabos, o que gerou uma carga de energia dobrada pro condomínio e consequentemente a queima de diversos equipamentos tanto de moradores como do condomínio.

Cabe esclarecer que um dos profissionais que prestou socorro, foi responsável pela substituição de toda a fiação elétrica do condomínio a pouco mais de três anos e faz a manutenção regularmente do condomínio.

Por esse profissional nos foi relatada toda a extensão do estrago ocorrido, conforme segue: Curto circuito proveniente do religamento efetuado pela Enel; Queima de diversas fiações dos quadros de distribuição de energia do condomínio, desde a cozinha até os corredores; Dois transformadores dos elevadores; Um nobreak, uma placa de CPU e uma placa de interface; Duas chaves contatoras das bombas d’água; Um microondas;

Queima de diversos equipamentos elétricos e eletrônicos dos condôminos, sendo eles: 15 Geladeiras; 07 Rádio Relógio; 03 Cafeteiras ; 03 Máquinas de lavar ; 02 Telefones sem fio; 12 Microondas; 01 TV portátil; 04 Chuveiros; 01 forno a gás; 02 Luminárias; 01 Adega de Vinho; 01 Frigobar; 02 Rádios toca CD/mp3; 01 Fonte de carregar de tel. sem fio; 01 TV de plasma; 03 Transformadores de voltagem; 01 Aquecedor de Aquário; 01 Aquecedor de gás de passagem; 01 Liquidificador; 08 Lâmpadas;

Pelo exposto fica muito claro que a Enel prestou um serviço defeituoso, ou seja, após a troca dos cabos o fornecimento de energia elétrica entrou com uma tensão superior ao normal, o que resultou nos danos causados conforme mencionado acima.

Como intuito de promover os reparos necessários aos danos causados pela variação de tensão provocada pelo serviço errado prestado pela Enel, o condomínio solicitou confecção de orçamentos e urgente substituição e reparo de cabos e placas indispensáveis ao bom funcionamento do condomínio e sem possibilidade de espera de atendimento por parte da Enel.

É objetiva a responsabilidade da fornecedora de energia elétrica, pelo disposto no Código de Defesa do Consumidor (art. 14, caput, CDC) quanto por força da Constituição Federal (art. 37, §6º, CF).

CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Artigo 14 da Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990 – CDC – Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990 Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa Pelas disposições contidas no artigo n° 159, do Código Civil.,

“Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência, ou imprudência, violar direito, ou causar prejuízo a outrem, fica obrigado a reparar o dano”. E disposições contidas na lei n° 8.078, de 11 de setembro de 1990 no seu artigo n° 14, “O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

Sabendo que há regulamentação para os casos de queima de equipamentos eletroeletrônicos, onde os consumidores de energia elétrica têm direito a ressarcimento, tentamos contato com a empresa para solucionar os problemas causados à condôminos e ao condomínio, porém não houve qualquer retorno ou atendimento por parte da Enel.

Diante da situação crítica em que fomos colocados pela empresa de fornecimento de energia elétrica, fomos obrigados a buscar solução imediata para os danos causados e agora precisamos do ressarcimento das custas de tal prejuízo. Ainda aguardamos retorno da empresa.

Assim, após uma semana tentando solucionar o problema junto à Enel, o descaso com o condomínio e os moradores, que pagam e pagam caro pela energia, permanece”.

 

Da Redação

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