Editorial: Democracia em risco

Foto: CUT

Parcela da população, cerca de 20%, apoia a volta do Regime Militar no Brasil. É triste, mas é uma realidade que tem no governo Bolsonaro uma articulação que caminha nesse sentido.

Alguns fatos contribuem para esse cenário triste. A rede de Fake News continua ativa, a pandemia impede que a população saia às ruas para protestar contra o governo e as forças democráticas estão profundamente desarticuladas.

É um momento onde não se trata de disputa eleitoral entre PT e PSDB, ou entre outras legendas partidárias, mas sim de uma luta para preservar a Democracia brasileira e suas instituições contra o fascismo representado por Bolsonaro.

Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Sarney, Collor, Marina Silva, Boulos, Sociedade Civil organizada, imprensa, etc, etc, deveriam organizar uma frente democrática e mobilizar seus seguidores numa luta permanente em defesa da Constituição contra o golpe que se desenha no país.

Estamos em quarentena, mas é urgente que uma linha de defesa do país seja desenhada pelas principais lideranças do país.

Os defensores da Ditadura, na sua maioria, não viveram ou não construíram um senso crítico adequado sobre os anos de terror após o golpe de 64. Uma Ditadura nunca é a favor do povo.

Alguns ataques do próprio Presidente contra jornalistas, contra a autonomia da Polícia Federal e fala de seus Ministros contra o STF, a favor do desmatamento da Amazônia e outras barbaridades, são sinais claros de que falta pouco para termos um auto golpe no país.

É uma conjuntura difícil com as pessoas preocupadas com sua sobrevivência imediata, por isso a defesa da Democracia precisa ter uma boa direção e competência para sensibilizar os brasileiros.

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