Documentário sobre o “QUEIJINHO” é lançado

Documentário “QUEIJINHO — Memória local ou impasse institucional” é lançado

Filme debate abandono de área ao lado da E.E. Caetano de Campos

Documentário Queijinho
Foto: Renan Sanjone

Documentário “QUEIJINHO — Memória local ou impasse institucional” é lançado no início do mês de agosto. O filme debate a subutilização da área localizada ao lado da Escola Estadual Caetano de Campos – Aclimação.

O local está abandonado desde o ano 2000, quando a educação infantil deixou de ser responsabilidade estadual e passou a ser municipal. Ou seja, há 20 anos sem função e com processo de tombamento em execução pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

A proposta do documentário surgiu em 2019, antes da Jornada do Patrimônio Municipal, quando a ex-aluna do Queijinho e idealizadora do projeto, Fernanda Rubio, se reuniu com vizinhos do Largo Nossa Senhora da Conceição, ex-alunos, professores e ex-professores da E.E. Caetano de Campos para ouvir depoimentos e histórias sobre o espaço. 

Assim, ocorreu o entendimento de como a área se degradou ao longo do tempo e quais são as ideias e sugestões para uma futura função do espaço. “O processo foi construído com diálogo de projetos no bairro, de revitalização de lugares subutilizados. Pelos próprios vizinhos que foi feita essa construção”, diz Fernanda.

Ela conta que o documentário faz parte do projeto Escola Comunitária — Integração Escola e Comunidade, um trabalho independente de pesquisa e experimentações atuando desde 2016 no bairro da Aclimação, que busca transformações positivas com parcerias e colaborações..

Fernanda também participa de propostas de ocupação de áreas subutilizadas no bairro, como Jardim do Beco e o Jardim da Gratidão. Neste último, durante um mutirão de limpeza e plantio, foi onde conheceu Ana Mikaela, diretora do documentário.

O impasse

A importância do projeto do documentário sobre o abandono do Queijinho, além de buscar alternativas e função para esse local, é também de registrar a transformação e organizar uma narrativa, através da linguagem audiovisual, que contemple a história regional.

No caso do Queijinho, o impasse se dá justamente entre a Secretaria Estadual de Educação, que administra a E. E. Caetano de Campos e cedeu a área para a Secretaria Estadual de Segurança Pública, quem elaborou um projeto de revitalização e instalação de uma base policial no local, mas já desistiu.

Agora, a área que passa por um processo de tombamento municipal e estava, até então, sob responsabilidade da Segurança Pública,  por falta de recursos para execução no projeto da base policial, deverá ser devolvida à Secretaria Estadual de Educação. Entretanto, a mesma não tem mais interesse área. 

A Secretaria Municipal de Educação já demonstrou interesse em administrar o Queijinho, contudo, como é responsabilidade do Estado de São Paulo, todas secretarias estaduais tem de abdicar do local para que seja ofertado ao município.

Então, quem é recém chegado ao bairro, como uma parcela da população de imigrantes, não tem noção do que existe atrás do muro. “O espaço poderia ser usado para própria comunidade criar atividades com o próprio gosto e estéticas que preferirem”, detalha Fernanda sobre alternativas.

A percepção existe demanda para população mais jovem em desenvolver seu potencial. Assim, através de arte e cultura, a situação de algumas pessoas que estão sem perspectiva pode ser melhorada.

“Quando comecei a fazer a pesquisa em 2015, eu via que existia um desencanto, tanto pelos funcionários da escola como vizinhos, do tipo: ‘Ah, isso daí não tem jeito não. Tá aí abandonado, largado, mato crescendo.’ As pessoas estavam bem desmobilizadas. Mas tem muito isso da arte, do cuidado. Quando o espaço está bem cuidado as pessoas perdem o medo”, comenta Fernanda.

Mobilização

Para essa melhoria dos espaços dar certo, a população local tem que participar. O cuidado de quem frequenta e vive na região é essencial. Além do documentário que está disponível no YouTube, um grupo de Facebook foi criado com o nome do documentário para que propostas sejam apresentadas. Assim, a revitalização do Queijinho acontecerá com o debate mais amplo possível. 

Primeiramente, assista ao documentário no YouTube clicando aqui. Em seguida, para acessar ao grupo no Facebook “QUEIJINHO — Memória local ou impasse institucional”, clique aqui, e uma solicitação de participação deve ser feita.

Portanto, participe e colabore com a construção de um bairro melhor. Somente com todos trabalhando juntos que a memória será preservada e o futuro será construído.

 

Daniel Yazbek

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