Diretoria do Museu do Ipiranga inicia gestão histórica

Com a aproximação do Bicentenário da Independência, eleição tem chapa única na disputa para 2020-2024 

Foto: Museu Paulista

Entre reformas e construções, nova diretoria do Museu do Ipiranga tem primeira semana completa. Eleita sexta-feira passada, dia 19 de junho, mandato inicia contagem regressiva até 2022, Bicentenário da Independência do Brasil.

Rosaria Ono e Amâncio Jorge Silva Nunes de Oliveira são escolhidos como diretora e vice-diretor respectivamente, para a gestão 2020-2024 do Museu do Ipiranga. Dado grande responsabilidade do mandato, com 14 votos à favor e 2 brancos e 1 nulo, a chapa era a únicas na disputa.

Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), responsável pelo Museu, Rosaria já atuou como vice-diretora na gestão 2016-2020, assumindo de modo efetivo em março de 2019 até recentemente. Amâncio é professor do Instituto de Relações Internacionais (IRI-USP) e coordenador-científico do Centro de Estudos das Negociações Internacionais (NAP-Caeni).

O programa de gestão que os conduziu tem noção do desafio em concluir obras de ampliação e modernização arquitetônicas no prédio do Museu, além de garantir maior qualidade nas atividades de ensino, pesquisa e extensão do para próximos anos.

Assim, com aprimoramento de parcerias público-privadas, os diretores pretendem implementar um novo modelo de gestão administrativa e financeira, com adição de recursos externos. A chapa diz que vai  trabalhar também para uma gestão interna da USP com uma estrutura mais racionalizada e eficaz.

“Para tanto, esta chapa tem ciência de que será necessário um grande empenho, no sentido de promover a mobilização de parceiros para esta nova empreitada, a iniciar pela aquisição do imóvel, passando pela definição do programa de necessidades, o desenvolvimento do projeto, a captação de recursos, até a efetiva construção do edifício e a sua ocupação”, dizem Rosaria e Amâncio em documento à comissão eleitoral.

Além do atual prédio do Museu, em reforma a ser concluída, a diretoria quer expandir instalações para imóveis no bairro do Ipiranga para construção de um Bloco Técnico. O novo edifício deve abrigar todas atividades que não voltarão ao prédio principal.

O Museu possui três outros imóveis com acesso ao público no bairro do Ipiranga: a Biblioteca, o Centro de Documentação Histórica e as atividades educativas, acadêmicas e de cultura e extensão.

O acervo tem cerca de 450 mil itens, mas a sede está atualmente fechada à visitação pelas obras de restauro e modernização. A expectativa é de que o Museu seja reaberto em 2022 para as comemorações do bicentenário da Independência.

Também é estudado um plano de promoção e comunicação institucional para maior visibilidade ao Museu. A nova diretoria entende que grande parte da sociedade não sabe que o Museu do Ipiranga pertence à USP, tampouco a importância de seus acervos, bem como a relevância das atividades de ensino e pesquisa que são desenvolvidas pela equipe. Assim, aumentar o grau de internacionalização do Museu, com parcerias no exterior, vetor importante no plano de sustentabilidade.

 

Da Redação

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