Bruno Covas x Guilherme Boulos

Bruno Covas x Guilherme Boulos

Bruno X Boulos
Foto: Reprodução

Bruno Covas x Guilherme Boulos. A cidade de São Paulo terá no segundo turno após vários anos, uma disputa que não terá a presença do PT. Dessa vez os dois protagonistas são Bruno Covas do PSDB e Guilherme Boulos do PSOL.

Entretanto, mantém-se a tradição de ter um Partido de centro e um de esquerda. Boulos que estava embolado nas pesquisas em 2º lugar com Márcio França (PSB) e Celso Russomano (Republicanos), deu uma arrancada no final e chegou a 1080736 votos (20,24%) atrás de Covas que obteve 1754013 (32,85%).

Russomano como sempre começa bem e termina mal. França tinha a expectativa de repetir o desempenho que teve na cidade quando disputou o governo contra João Dória. Ele perdeu a eleição no estado, mas venceu na capital em 2018.

A diferença de votos entre os candidatos é grande, mas a movimentação de apoios dos derrotados, os debates e a igualdade de tempo na TV e Rádio, pode dar um tempero diferente nesse segundo turno. Uma possível vitória de Boulos não está fora de cogitação.

Se Covas tem a vantagem numérica conquistada no 1º Turno, Boulos tem um trunfo importante. Luiza Erundina sua candidata a vice prefeita, tem uma história limpa na política e fez um ótimo governo quando foi prefeita entre 1989 e 1993.

Para a esquerda, uma vitória de Boulos na maior metrópole da América do Sul e que tem o 3º maior orçamento do país, seria importante para o fortalecimento das forças progressistas que tiveram seu espaço político diminuído nos últimos anos.

Uma vitória de Covas mantém o projeto político atual baseado em privatizações de espaços públicos e de uma linha que domina o estado  de São Paulo há décadas.

Cabe ao eleitor analisar as propostas, assistir os debates, se informar o máximo possível para fazer uma escolha consciente e que combine com o seu pensamento.

Deverá ser uma campanha educada e de bom nível. Tanto Bruno Covas como Guilherme Boulos precisam quebrar essa “lógica” da política com ódio construída em 2018 na eleição presidencial.

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