Avião de pequeno porte cai na região do Campo de Marte

Aeronave vinha de Ubatuba e tentou um pouso de emergência

Foto: G1

Um avião de pequeno porte caiu na região do Aeroporto Campo de Marte, Zona Norte de São Paulo, no fim de tarde desta quarta-feira, dia 8 de junho.

No momento do acidente, várias pessoas caminhavam e pedalavam no canteiro central da avenida Braz Leme. Após a queda, aeronave pegou fogo.

Oito viaturas foram enviadas ao local.  Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta de 18h10. Meia-hora depois, a corporação informou que o fogo estava extinto e o corpo do piloto foi encontrado carbonizado, não há mais vítimas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto tentou um pouso de emergência por causa de pane no motor.

Aos finais de tarde, muitas moradores da região utilizam a ciclofaixa da Braz Leme para prática de exercícios. Já à noite, muitos acompanharam de perto o trabalho dos bombeiros.

Destroços do avião estavam envoltos em espuma usada para apagar o fogo. O avião de pequeno porte caiu próximo ao canteiro central da avenida, interditada nos dois sentidos para o tráfego.

A Infraero lamentou o acidente e disse que o avião, um bimotor de modelo BE-58, prefixo PR-OFI, vinha de Ubatuba e, ao tentar fazer o pouso, apresentou problemas e acabou caindo na avenida Braz Leme.

Em nota, a Aeronáutica disse que vai apurar as prováveis causas do acidente pelo Seripa IV, órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), e elaborar relatório para “prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram”. Já a Polícia Civil de São Paulo deve investigar as causas e eventuais responsáveis.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que, de acordo com consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave acidentada estava com a documentação válida. O avião não possuía registro para operar táxi aéreo.

A região possui antecedentes de quedas de aeronaves, principalmente de pequeno porte. O governador do estado de São Paulo, João Dória, logo que assumiu o mandato no início de 2019, manifestou ao presidente Jair Bolsonaro seu desejo de encerrar as atividades de pousos e decolagens no local devido ao histórico de acidentes na área.

O objetivo inicial do governador era transformar a área em parque, projeto em discussão desde o período em que ele era prefeito da capital paulista. Mais tarde, a proposta passou a incluir a construção no terreno de um colégio militar, que deve ser o maior do Brasil.

 

Da Redação

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