Adeus de Walter Pacchioni

Lembro-me do Walter desde o momento que minha memória infantil me permite, com uns 4 ou 5 anos de idade. Ele era taxista e seu ponto ficava bem em frente minha casa na Teixeira de Carvalho.

Não sei quantos “Choferes de Praça”, estacionavam ali, mas o Alemão, como era conhecido, tinha uma grande amizade com meu pai e era muito prestativo com nossa família.

Tenho algumas histórias com ele. Eu gostava de jogar bola no terraço de casa e às vezes a bola caia na rua e outras vezes ia parar no bueiro. Quando isso acontecia eu gritava lá de cima: “Alemão, pega a bola pra mim”. Depois de adulto ele costumava brincar que tinha sido meu gandula.

Outra história boa que tenho desse amigo foi o lanche de salame que ele me deu na Padaria Santa Izabel. Eu tinha ido comprar pão para minha vó e o vi comendo um sanduíche. Imediatamente ele perguntou se eu queria um igual.

Aceitei na hora. Nunca tinha saboreado um lanche de salame, fiquei fã. O tempo passou, o Ponto de Táxi, em frente onde é o Balneário do Cambuci foi desativado, mas o Alemão continuou na profissão.

Sempre que precisávamos de um transporte ligávamos para ele. Costumava encontra-lo indo fazer ginástica no Balneário do Cambuci com o professor Carlos e depois no Ponto de Táxi que existe ao lado da Igreja Margarida Maria.

Sua aposentadoria nos afastou, mas tive a felicidade de reencontra-lo no prédio que minha mãe foi morar no Ipiranga. Boa gente o Alemão.

Vai deixar saudades. Seu falecimento foi dia 15, estaria completando 89 anos dia 19 de junho. Deixa a esposa Dona Terezinha, as filhas Sandra e Solange e os netos Carolina, Arthur, Pedro e Felipe.

 

Roberto Casseb

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