A importância do Controle Social

Administrar uma cidade com a dimensão territorial e a múltiplas diferenças regionais como São Paulo, no que se refere à quantidade e qualidade dos equipamentos e serviços, é um desafio sem tamanho para um gestor público.

Saber se determinado medicamento chegou ao posto de saúde A, se a merenda está completa ou não na escola B ou se o serviço funerário está sendo bem prestado no cemitério C são apenas alguns exemplos da dificuldade diária de se fiscalizar a prestação dos serviços públicos.

É praticamente impossível, ante a quantidade e variedade de serviços e locais, realidade agravada pela escassez de recursos humanos e técnicos, que a Prefeitura realize sozinha a fiscalização do andamento de todas essas situações. E quem melhor conhece a realidade do que alguém que a vive? Ninguém. Não há fiscal ou agente público capaz de atestar, de forma mais fidedigna que o cidadão, o bom ou mau funcionamento de um determinado serviço municipal.

Mas à população não adianta apenas conhecer o problema, pois isso os paulistanos já sabem de longa data. O desafio dos gestores modernos é fazer chegar aos centros de decisão e controle as demandas locais que não se fazem conhecer graças à complexidade e gigantismo da máquina pública.

Nesse sentido, a Ouvidoria Geral do Município – OGM, com suas sucursais em cada uma das Secretarias e principais empresas públicas, é instrumento importantíssimo para o pleno conhecimento dos reais problemas da cidade. Fortalecer os serviços e sistemas de ouvidoria e produzir indicadores de gestão com base nos dados fornecidos pelos munícipes é o que há de mais seguro para se enxergar determinada realidade local. Cada cidadão deve ser um fiscal da cidade.

Ver, questionar e informar o Poder Público. Essas são ações essenciais para o fomento da cidadania e para fazer da nossa cidade um lugar melhor para se viver.

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