A escolha do nome do filho

A escolha do nome do filho

A escolha do nome do filho
Foto: Thinkstock

A escolha do nome do filho é uma das mais difíceis de se fazer em vida, se não é a mais difícil de todas. Com quase sete meses de gestação, Giovanna e eu não conseguimos entrar em um acordo sobre qual será o nome do nosso pimpolho.

Diversas técnicas foram tentadas, listas de nomes preferidos, por eliminação, pessoas ilustres da história, de nossas vidas, significados que nos agradam… enfim, uma infinidade de maneiras e nenhuma funcionava.

O nome preferido dela é Bernardo. Eu até acho lindo, mas Bernardo é meu melhor amigo e padrinho cotado para nosso filho. Não dava, seria muito puxa-saquismo. Já o meu nome preferido é Luís, nome forte, antigo, de pessoa importante, porém Giovanna não gosta. 

Eu sempre quis um nome atemporal e global, estes que servem tanto para crianças quanto para adultos e podem ser facilmente pronunciados em diferentes línguas — meu pai sempre me falou para colocar um nome com conotação internacional, minha mania de pensar grande deve ser herança dele.

Entre tantos nomes que tentei, alguns até compostos, nosso filho quase se chamou Miguel por um momento, mas Giovanna desistiu. E quando eu concordei com a sugestão dela em chamar de Davi — pasmem — ela desistiu novamente. Não é fácil lidar com o temperamento de uma aquariana grávida.

Um sentimento de indignação e desespero tomou conta de mim, pensava eu: “Ora, se nem mesmo o nome que ela sugeriu ela aceita, esse filho vai nascer sem nome”. Meu amigo Bernardo brincou: “Vai se chamar Primeiro…”, estava quase.

Então, lembrei de um nome pelo qual sou apaixonado, estava entre os cotados nas listas dos dois, desde o começo da gravidez falamos nele, é internacional, atemporal e serve tanto para criança, quanto para adultos: Joaquim. 

Joaquim

Ainda com o bônus de ter um apelido carinhoso igual ao da mãe: Joca, nosso Joquinha. Giovanna quando mais nova era chamada de Gijoca — e depois de Joca — por sua irmã, minha cunhada, Nathalia.

Ao pesquisar o significado, eu pirei. Joaquim quer dizer “Deus estabeleceu”. Na Bíblia, Joaquim é avô de Jesus, pai de Maria. O dia de São Joaquim é nosso aniversário de relacionamento. São Joaquim é também o padroeiro dos avós. 

Levando em consideração a perda de minha avó durante nossa primeira gestação, Joaquim seria uma baita homenagem àqueles que nos guardam do além. Giovanna ainda tem três avós vivos — eu não sequer um. E o significado é ótimo, Deus estabeleceu, como “não se pode brigar com as decisões divinas”.

Portanto, Joaquim também é um presente aos futuros avós que se formam com a chegada dele. Dizem que avô é pai duas vezes. Tinha que ser esse nome, não poderia ser outro, eu senti que é esse nome.

Assim, a campanha por Joaquim se intensificou.  Reparei que a família da Giovanna também gostava do nome então usei ao meu favor, primas, irmã, cunhado… praticamente todos. O único obstáculo é que a mamãe queria um nome perfeito, que sentisse ser perfeito, como eu talvez já tivera sentido. Então dei um tempo para ela, liguei para minha sogra, Paula, para pedir uma forcinha.

Quando, de repente, não sei como nem porquê, Giovanna concordou e nosso filho, então, ganhou o nome de Joaquim. A única condição foi que o apelido não seja Kim, Quinzinho ou coisa do tipo. Então, por favor, não façam isso com nosso Joca — e nem comigo.

A escolha do nome do filho é difícil. Afinal, não é como escolher a cor de um móvel que, se não gosta pode mudar. Tem que ser pensado, sentido e sincero. E assim foi conosco. 

Joaquim vem chegando cheio de luz para iluminar nossas vidas. Podemos sentir que a decisão foi acertada, ele já até responde com chutinhos quando o chamamos. Nós amamos Joaquim. Vem Joquinha, vem que o mundo é seu.

 

Daniel Yazbek

Deixe seu comentário :D

%d blogueiros gostam disto: